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Melhores aplicativos para aprender um novo idioma

Conheça cinco opções para estudar idiomas pelo celular e descubra qual proposta combina com seu objetivo, seu nível e sua rotina.

Por Pedro Mendes · 22/10/2026

Os melhores aplicativos para aprender um novo idioma dependem do que você precisa praticar. Duolingo pode ser um ponto de partida para criar uma rotina; Babbel e Busuu oferecem caminhos de estudo organizados; Memrise destaca o contato com falantes nativos em vídeos; e Tandem permite praticar com outras pessoas.

A escolha mais útil não é necessariamente o aplicativo com mais recursos. É aquele que combina com seu nível, seu orçamento e a habilidade que você quer desenvolver. A seguir, veja as diferenças e como começar pelo celular sem transformar o estudo em uma coleção de assinaturas.

Compare os aplicativos antes de escolher

Resumo dos aplicativos para estudar idiomas
AplicativoQuando considerarModelo de acesso
DuolingoCriar uma rotina com atividades curtasCursos gratuitos e assinaturas opcionais
BabbelSeguir aulas com diálogos e explicaçõesAcesso aos cursos por assinatura
BusuuCombinar curso e feedback da comunidadePlano gratuito e planos Premium
MemriseTreinar vocabulário e escuta com vídeosAcesso gratuito limitado e opção Pro
TandemConversar com parceiros de idiomasCadastro gratuito e opção Pro

A tabela resume propostas, não um ranking de eficácia. Recursos, preços e idiomas disponíveis podem variar conforme a conta, a plataforma e o idioma de partida. Confira essas condições na loja oficial e no aplicativo antes de contratar.

1. Duolingo: para começar e criar constância

O Duolingo organiza o aprendizado em atividades curtas, com exercícios interativos e elementos de jogo. Essa proposta pode facilitar o primeiro contato com um idioma, especialmente para quem costuma adiar o estudo por achar que precisa de uma hora livre.

Os cursos têm acesso gratuito. As assinaturas opcionais acrescentam benefícios, como a remoção de anúncios e recursos que variam entre os planos. Não é necessário pagar apenas para começar a estudar.

Vale considerar se você gosta de metas pequenas e retorno imediato durante os exercícios. O cuidado é não confundir uma sequência de dias de uso com domínio da língua: completar atividades e sustentar uma conversa são tarefas diferentes. Reserve também um momento para formular frases próprias, sem depender das alternativas da tela.

Conheça o Duolingo no site oficial

2. Babbel: para quem prefere um curso organizado

A Babbel reúne lições com diálogos de situações cotidianas, explicações gramaticais e exercícios de pronúncia. É uma opção a considerar quando você quer entender como as frases funcionam, além de memorizar palavras isoladas.

O acesso aos cursos funciona por assinatura. Na documentação consultada, a empresa informa que usuários no Brasil podem contratar pelo aplicativo, usando Google Play ou App Store. Verifique o valor total do período e as condições de renovação, em vez de olhar apenas o equivalente mensal divulgado.

Antes de escolher, confira se o idioma desejado está disponível a partir do português. Nossa indicação para quem prefere uma sequência de aulas vem desse formato de curso; não significa que uma assinatura, sozinha, garanta fluência ou substitua a prática fora do aplicativo.

Veja a proposta do aplicativo Babbel

3. Busuu: para combinar lições e feedback

O Busuu combina cursos de idiomas com uma comunidade que pode comentar e corrigir atividades. Esse contato é um diferencial para quem deseja receber contribuições de outras pessoas enquanto segue um caminho de estudo.

O plano gratuito inclui o curso essencial, feedback da comunidade e acompanhamento básico do progresso. Os planos pagos acrescentam recursos como revisão, acesso offline e, conforme a modalidade, conversas com inteligência artificial e feedback de pronúncia.

Pode ser uma escolha interessante se você procura mais organização sem abrir mão da interação. Observe, porém, que correções de usuários não são equivalentes ao acompanhamento individual de um professor. Se receber sugestões diferentes para a mesma frase, procure entender o contexto antes de assumir que existe uma única resposta correta.

Confira a comparação oficial dos planos do Busuu

4. Memrise: para ampliar vocabulário e treinar a escuta

O Memrise trabalha com frases e vídeos de falantes nativos, além de atividades de vocabulário. Sua proposta pode complementar o estudo de quem reconhece palavras escritas, mas ainda sente dificuldade para identificá-las quando ouve alguém falando.

Há acesso gratuito com limitações e uma modalidade Pro que amplia o conteúdo e os recursos disponíveis. Confira o que está liberado na sua conta antes de montar uma rotina dependente de uma função específica.

Uma forma de aproveitar o formato é ouvir um trecho, tentar identificar a ideia principal e só depois consultar o apoio em texto. Repetir uma frase em voz alta também pode ajudar a perceber quais sons precisam de atenção. Use a ferramenta como complemento, principalmente se você já segue aulas ou outro material com uma sequência definida.

Conheça o Memrise no site oficial

5. Tandem: para praticar com pessoas reais

O Tandem conecta pessoas interessadas em trocar conhecimentos de idiomas. Você pode ajudar alguém com português e praticar a língua que está aprendendo por texto, mensagens de voz ou chamadas. O cadastro é gratuito, com recursos adicionais na assinatura Pro.

É uma opção para quem quer sair dos exercícios fechados e experimentar conversas menos previsíveis. Essa recomendação é uma avaliação editorial do formato: o aplicativo não oferece a mesma experiência de um curso guiado, e encontrar parceiros compatíveis pode exigir paciência.

Para começar, proponha um tema simples e combine como dividir o tempo entre os idiomas. Evite compartilhar documentos, dados financeiros e informações pessoais desnecessárias. Use as ferramentas de denúncia e bloqueio se uma interação fugir do objetivo de aprendizado.

Veja como funciona o Tandem

Como escolher o melhor aplicativo para você

Defina uma tarefa concreta antes de instalar vários aplicativos. “Quero conseguir me apresentar em inglês” é um objetivo mais fácil de acompanhar do que “quero aprender inglês”. Depois, escolha uma ferramenta principal e avalie se você consegue manter a rotina com ela.

  1. Confira se há conteúdo no idioma que você quer aprender e se as instruções são compreensíveis para você.
  2. Experimente o acesso gratuito ou a demonstração disponível antes de contratar.
  3. Observe se você precisa mais de explicações, escuta, vocabulário ou conversa.
  4. Escolha um horário viável e faça uma avaliação da experiência após alguns dias.

Nossa sugestão prática é combinar um recurso de estudo organizado com oportunidades de usar a língua. Você pode, por exemplo, fazer uma lição e depois escrever três frases sobre sua rotina. A combinação deve resolver uma necessidade, não aumentar a quantidade de aplicativos abertos.

Uma rotina simples para estudar pelo celular

Comece com um período que caiba no seu dia. Em uma sessão curta, revise algo já visto, estude uma pequena parte nova e termine produzindo uma frase sem copiar. Em outro momento, procure ouvir ou ler um conteúdo adequado ao seu nível.

Também ajuda reduzir notificações durante o estudo e anotar dúvidas para pesquisar depois. Se a rotina estiver pesada, ajuste a quantidade de conteúdo. O objetivo é perceber progresso em tarefas reais, como entender uma mensagem ou fazer uma pergunta, e não apenas acumular pontos.

Como esta seleção foi preparada

Esta seleção foi elaborada a partir de páginas oficiais de apresentação e suporte dos serviços, consultadas em 22 de outubro de 2026. Consideramos proposta de aprendizado, acesso gratuito ou pago e possíveis usos no celular. Não realizamos testes práticos nem uma comparação científica de resultados; as indicações por perfil são avaliações editoriais com base nos recursos descritos.

Para começar, escolha o aplicativo que melhor atende à sua dificuldade atual. Use por alguns dias, observe o que conseguiu fazer com o idioma e só então decida se vale manter, complementar ou trocar a ferramenta.

Fontes e referências